Vó Anita, uma mulher que sempre esteve muito à frente da sua geração; Beatriz, vivendo a crise dos quarenta e poucos anos; e Sofia, aos dez, tentando entender o mundo feminino à sua volta. Em comum, o entendimento sobre o quanto as linhas desenhadas por Sofia no seu rosto, como uma homenagem às rugas da experiência da avó Anita, representam na vida de uma mulher. Por outro lado, o surgimento dessas mesmas rugas causa pânico em Beatriz, 45 anos, a geração que está no meio da hierarquia da família.A menina que queria ter rugas surgiu em uma redação de escola, quando Fernanda Moro, com dez anos – hoje se encontra na mesma faixa etária de Beatriz –, escreveu sobre a vontade de desenhar rugas em seu rosto para ficar parecida com a avó que tanto admirava.Baseada em vivências e constatações das mulheres do mundo atual, essa história emocionante vai fazer você refletir sobre o sistema que pressiona as mulheres num circuito de obrigações de serem boas profissionais, lindas, felizes, boas mães – um rosário de exigências criado pela sociedade que passou a aprisionar o sexo feminino.Por meio do singelo olhar de Sofia, que desenha as rugas no rosto, é possível fazer uma reflexão sobre aonde todas nós mulheres podemos e queremos chegar.
Sobre o autor(a)
Moro, Fernanda
Fernanda Moro nasceu em 1977 e já experimentou muitos caminhos na criatividade. Estudou jornalismo, fez vários filmes como atriz, ganhou prêmios no Brasil e no exterior e sempre se dedicou a contar e a ouvir histórias.
A menina que queria ter rugas é seu primeiro livro e surge de suas lembranças de infância (quando admirava as rugas de sua avó) e das conversas dos adultos que adorava escutar escondida. Um livro escrito com a alma de uma criança e a verdade que a experiência de vida traz para as mulheres. Todas têm seu tempo, seu caminho, mas é preciso falar sobre isso. |