Se você gostou de Pollyanna, vai se apaixonar por Anne de Green Gables.
Quando os irmãos Marilla e Matthew Cuthbert, de Green Gables, na Prince Edward Island, no Canadá, decidem adotar um órfão para ajudá-los nos trabalhos da fazenda, não estão preparados para o “erro” que mudará suas vidas: Anne Shirley, uma menina ruiva de 11 anos, acaba sendo enviada, por engano, pelo orfanato.
Apesar do acontecimento inesperado, a natureza expansiva, sempre de bem com a vida, a curiosidade, a imaginação peculiar e a tagarelice da menina conquistam rapidamente os relutantes pais adotivos. O espírito combativo e questionador de Anne logo atrai o interesse das pessoas do lugar – e muitos problemas também.
No entanto, Anne era uma espécie de Pollyanna, e sua capacidade de ver sempre o lado bonito e positivo de tudo, seu amor pela vida, pela natureza, pelos livros conquista a todos, e ela acaba sendo “adotada” também pela comunidade.
Publicada pela primeira vez em 1908, esta história deliciosa, que ilustra valores fundamentais como a ética, a solidariedade, a honestidade e a importância do trabalho e da amizade, teve numerosas edições, já tendo vendido mais de 50 milhões de cópias em todo o mundo. Foi traduzida para mais de 20 idiomas e adaptada para o teatro e o cinema.
Mais recentemente, inspirou também a série Anne com E, já com duas temporadas na Netflix.
Sobre o autor(a)
Montgomery, Lucy Maud
Lucy Maud Montgomery nasceu em 1874, na ilha do Príncipe Eduardo, no Canadá.
Foi criada numa comunidade rural, que serviu de cenário para vários de seus romances. A mãe morreu de tuberculose quando ela ainda não tinha completado 2 anos e o pai deixou a filha com os avós maternos para montar nova família no Oeste Canadense. O abandono se reflete em suas obras através de recorrentes personagens órfãos.
Desde muito jovem, Maud demonstrava aptidão para escrever. Ela teve acesso a mais livros do que a maioria das crianças da região, graças a uma notável biblioteca familiar. Mas seu interesse pela escrita foi desencorajado em favor de atividades consideradas mais adequadas para as mulheres.
Os avós eram presbiterianos e se tronavam mais severos a medida que envelheciam. |