O nome Roquette-Pinto sempre esteve associado à divulgação das ciências, primeiro através do rádio e a democratização do saber, iniciada em 1922 e, depois, com a aventura do Cinema Educativo nos anos 1930. No entanto, seu interesse pelas ciências, como base de reformas sociais, partiu dos estudos das raças e dos tipos antropológicos brasileiros. Este livro recupera, com grande mérito, a sua extraordinária trajetória nas variadas instâncias do conhecimento que o levaram a experimentar a diversidade cultural como cientista e humanista no contato com índios, minerais, plantas, bichos, gravuras, sambaquis, filmes e rendas paraguaias, o que além de enriquecerem sua imaginação ainda criavam um fundo poético para sua obra. De jovem médico e legista, fisiologista e mineralogista, naturalista e antropólogo desenhou-se um perfil mais tarde identificado por José Guilherme Merquior como o “maior demolidor do mito racista no Brasil”.
Sobre o autor(a)
Lima, Nisia Trindade
Nísia Trindade Lima (Rio de Janeiro, 1958) é socióloga e doutora em Sociologia pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj). É pesquisadora e professora na Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz. Entre outros livros, publicou Um sertão chamado Brasil (2013, 2. ed.) e, em colaboração, A sociologia do Brasil urbano (2015) e Médicos intérpretes do Brasil (2015). |