O objetivo desta publicação é o de se inserir no debate sobre cidades criativas (que ganhou fôlego no Brasil na década passada), alargando os argumentos (que se centram, em geral,numa discussão sobre potencialidades e limites das economias criativas dos territórios) em direção a uma reflexão que tenta dar conta de múltiplos aspectos envolvendo as “cidades musicais” (aspectos relevantes – abarcando, por exemplo, a construção de sociabilidades, memórias, afetos e processos de identificação – que não estão necessariamente relacionados e/ou condicionados pelo imperativo econômico) que buscam contemplar e valorizar também as atividades culturais cotidianas (vividas pelos atores de forma intensa, em atuações performáticas, sonoras, táteis e/ou teatralizadas).Há um empenho nos trabalhos aqui reunidos de analisar não só o universo institucionalizado e mais visível (contemplado ou não por políticas públicas), mas também de considerar as dinâmicas das territorialidades musicais urbanas (algumas quase invisíveis ou mais espontâneas, que gravitam em torno de gêneros e/ou cenas musicais), as quais alteram significativamente imaginários e ritmos do dia a dia nas urbes.Confira a fanpage da Editora Sulina
Sobre os autores(as)
Fernandes, Cíntia Sanmartin
É cientista social com formação pós-graduada em Sociologia Política e Comunicação. Vem trabalhando como docente do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UERJ e é coordenadora adjunta do grupo de pesquisa Comunicação, Arte e Cidade. |
Herschmann, Micael
É historiador com formação pós-graduada em Comunicação e Ciências Sociais. Coordenador do grupo de pesquisa Núcleo de Estudos e Projetos em Comunicação, vem trabalhando há vários anos como docente do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFRJ. |