Esta obra é importante porque recupera a história da Comissão Justiça e Paz de São Paulo, criada em plena vigência da ditadura militar, e que, por meio de sua corajosa atuação, defendeu centenas de perseguidos políticos. Seria inimaginável o nascimento da CJP-SP sem a presença sempre vigilante e corajosa de Dom Paulo Evaristo Arns. Naqueles tempos sombrios, Dom Paulo foi sempre uma referência de coerência. A violência dos perseguidores, em vez de fazer com que o Cardeal Arns abandonasse a defesa dos Direitos Humanos, transformava-se em mais um estímulo na tarefa imperiosa de salvar vidas. E quantos não foram salvos pela ação de Dom Paulo. O livro demonstra, ainda, como em numerosos casos a CJP-SP foi a última voz - ou até a única - que saiu em defesa do respeito aos Direitos Humanos. Sua ação foi um exemplo de luta pela defesa de uma sociedade democrática e pluralista.
Sobre o autor(a)
Cancian, Renato
Renato Cancian é graduado em Ciências Sociais (USP), mestre em Sociologia Política e doutor em Ciências Sociais pela UFSCar. Seus projetos de pesquisa se centram em temas civis, como direitos humanos, cidadania, movimentos sociais na América Latina, movimentos estudantis e o Estado e a Sociedade civil. É autor dos livros Comissão Justiça e Paz de São Paulo: gênese e atuação política (1972-1985) (EdUFSCar, 2005), Movimento Estudantil e Repressão Política (EdUFSCar, 2010) e Igreja Católica e Ditadura Militar no Brasil (Claridade, 2011). |