Manicômios, Prisões e Conventos faz um levantamento crítico da vida em instituições fechadas e mostra como este tipo de segregação atua sobre o indivíduo. O exemplo privilegiado é o do manicômio e por meio dele o autor explica por que o comportamento do doente mental em face da instituição diz respeito muito mais à sua condição de internado do que propriamente à sua doença. Erving Goffman, do Departamento de Sociologia da Universidade da Califórnia em Berkeley, cientista social com vários trabalhos publicados, defende seu ponto de vista auxiliado por grande massa de dados e ampla informação sociológica. O tema é polêmico e se integra nos estudos mais recentes que tratam de forma conjugada problemas de saúde mental e vida comunitária. Privado da vida comunitaria, como se manifesta o individuo? Goffman, emerito sociologo de Berkeley, responde de modo polemico, amparado por grande massa de dados e ampla informacao sociologica: o segregado atua de modo semelhante, seja qual for a razao do isolamento vocacao, punicao ou doenca mental. Um ponto de vista abalizado e inovador sobre uma questao-chave do mundo contemporaneo, Manicomios, Prisoes e Conventos e agora reeditado pela Editora Perspectiva, que se orgulha em te-lo em sua colecao Debates.
Sobre o autor(a)
Goffman, Erving
Erving Goffman nasceu em 1922, no Canadá. Graduou-se em Sociologia na Universidade de Toronto em 1945, obteve seu mestrado e doutorado em Sociologia e Antropologia Social na Universidade de Chicago em 1949 e 1953, respectivamente. Foi membro da Associação Americana de Sociologia, que também presidiu em 1981-1982, ano da sua morte. Entre suas dezenas de obras estão Comportamento em lugares públicos, Ritual de interação Os quadros da e experiência social Uma – perspectiva de análise, todos pela Vozes. |