Fragmentos Do Sol Chuvoso

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A extrema simplicidade e ao mesmo tempo complexidade dos poe­mas de Lauro Henriques acaba nos impregnando com um universo da maior dadivosidade e beleza do coração. Há algo de amor reinventado em inesperada postura de permanente deslumbramento. Como afirma Jorge Mautner: “Aqui, a Ecologia é a própria deusa Harmonia dos gregos. Não há queixumes, nem lamentos, nem imprecações, nem maldições. Existe uma atmosfera de águas escorrendo, de sorrisos em todos os momentos, e a possível dor, se aparecer, aparece em forma de esperança, de prazer ainda não descoberto. Lauro Henriques é um poeta magistral do Brasil-Universal e do Brasil-Oriente. Não sei por que, lembra-me Heráclito ao dizer: “Os homens, quando dormem, trabalham pelo porvir do Universo”.Prefácio: Jorge Mautner
Sobre os autores(as)

Brandão, Ignácio De Loyola

Ignácio de Loyola Lopes Brandão (Araraquara, São Paulo, 1936). Filho de Antônio Maria Brandão, funcionário da estrada de ferro de Araraquara, e de Maria do Rosário Lopes Brandão, conclui os estudos primário e ginasial em sua cidade natal. Adolescente cinéfilo, escreve críticas de cinema para jornais locais e funda o Clube de Cinema de Araraquara. À semelhança de outros colegas de geração, como o encenador e dramaturgo José Celso Martinez Corrêa (1937), muda-se para São Paulo em 1957, contratado como repórter do jornal Última Hora. Mais tarde, viaja para Roma, Itália, disposto a tornar-se roteirista dos estúdios da Cinecittá. Durante a estadia, trabalha como colaborador do Última Hora e da TV Excelsior. Na década de 1960, Loyola publica seu primeiro livro de contos, Depois do Sol (1965), e lança seu primeiro romance, Bebel que a Cidade Comeu (1968), adaptado para o cinema pelo diretor Maurice Capovilla (1936). Ambas as obras documentam personagens e cenários da cidade de São Paulo. Ainda no ano de 1968, recebe o Prêmio Especial do 1º Concurso Nacional de Contos do Paraná, por Pega ele, Silêncio, uma coletânea de contos. Nesse período, trabalha para as revistas Realidade, Setenta e Planeta. Consagra-se, em meados da década de 1970, como uma das principais vozes da geração literária que estreia ou amadurece depois do golpe militar de 1964, representante de um conjunto de novos autores que, apesar da repressão política, renova a literatura brasileira. Nessa época, a busca por soluções estéticas inovadoras acompanha um percurso cultural que se manifesta em diferentes áreas artísticas desde o final da década de 1960 – é o caso, por exemplo, do tropicalismo na música popular, ou do chamado “cinema marginal”, na cinematografia. Esse período é marcado pela “legitimação da pluralidade” – para usar a expressão do crítico literário Antonio Candido (1918-2017) –, pluralidade que se traduz na diferença dos projetos literários e na forma híbrida que muitas narrativas da época assumem.
Entre os recursos que diluem a fronteira dos gêneros literários e traduzem a agitação experimental daqueles anos estão autobiografias romanceadas, romances-reportagem, contos que não se distinguem de poemas ou crônicas, uso de fotomontagens e grafismos dentro dos textos, poemas visuais e estilhaços de história. Escritores como Renato Tapajós (1943), Roberto Drummond (1933-2002), Rubem Fonseca (1925) e Loyola debruçam-se sobre a experiência repressiva da ditadura; eles criam obras pautadas pela agressividade de forma e conteúdo, retratando os novos tempos de violência, censura, êxodo rural, marginalidade econômica e social – o Brasil do chamado “milagre econômico”. A obra de Ignácio de Loyola Brandão cumpre um papel fundamental na literatura brasileira ao colocá-la no rumo de novas possibilidades expressivas. Os temas trabalhados em seus contos e romances (perda da identidade, incomunicabilidade, desumanização do homem, dissociação entre homem e natureza etc.) e os recursos utilizados para dar forma a esse universo (a fragmentação, a descontinuidade narrativa e o uso da paródia) apontam para o que a história das artes e da literatura define como o “pós-modernismo”.

Mautner, Jorge

Henrique George Mautner (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1941). Compositor, cantor, instrumentista, escritor, poeta, romancista, ensaísta, tradutor. É filho de refugiados da Segunda Guerra Mundial, Anna Illich, iugoslava, e Paul Mautner, austríaco judeu de Viena. A mãe, traumatizada pela guerra, e os afazeres do pai, que atua no Brasil na resistência judaica, fazem com que, até os sete anos, Mautner fique sob os cuidados de sua babá Lucia. Com ela, uma mãe de santo (Yalorixá), frequenta os terreiros de candomblé, em meio a cânticos e batuques. Em 1948, a separação dos pais faz com que Mautner se mude para São Paulo. A mãe se casa com o violinista Henri Müller. O padrasto, primeira viola da Orquestra Sinfónica de São Paulo, ensina-o a tocar violino e leva-o aos bastidores dos programas da Rádio Nacional da capital paulista. Na rádio, ele tem contato com Aracy de Almeida (1914-1988), Nelson Gonçalves (1919-1998), Blecaute (1919-1983), Jorge Veiga (1910-1979), Tonico (1917-1994) e Tinoco (1920), Elizeth Cardoso (1920-1990), Inezita Barroso (1925-2015), Marlene (1922-1914) e Emilinha Borba (1923-2005). Nos anos 1950, período em que estuda no Colégio Dante Alighieri, escreve seu primeiro livro, Deus da Chuva e da Morte, pelo qual recebe o Prêmio Jabuti de Literatura, em 1962, e as primeiras composições musicais: “Iluminação”, “Olhar Bestial”, “O Vampiro”(1958). Nesta época, Mautner lança o Partido Kaos e, de 1963 até o golpe militar de 1964, publica coluna diária no jornal Última Hora intitulada “Bilhetes do Kaos”. Nela, comenta sua visão de mundo baseada na trilogia sexo, sangue e futebol. Em 1963, lança seu segundo livro, Kaos. Adere ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), convidado pelo crítico Mario Schenberg (1914-1990) para participar de uma célula cultural do Comitê Central com José Roberto Aguilar (1941). Em 1965, publica os livros Narciso em Tarde Cinza e O vigarista Jorge que, apesar do título, não é autobiográfico, encerrando a Trilogia do Kaos. No ano seguinte, grava um compacto contendo as canções “Radioatividade” e “Não, Não, Não”. O conteúdo provocador de sua obra leva-o a ser incluído na Lei de Segurança Nacional. Exila-se nos Estados Unidos e, em 1967, trabalha com o escritor americano Robert Lowell (1917-1977). Conhece Paul Goodman (1911-1972), teólogo da nova-esquerda do anarquismo pacifista, de quem recebe influências sobre ecologia. Nos Estados Unidos, escreve músicas em parceria com a compositora e pianista Carla Bley (1938), entre as quais “Olhos de Gato”. De volta ao Brasil em 1968, trabalha no filme de Neville D’ Almeida (1941), Jardim de Guerra, escrevendo roteiro e argumento. O filme é censurado e filmado em Londres, em 1970, com participação de Caetano Veloso (1942) e Gilberto Gil (1942). No Brasil, escreve no periódico O Pasquim e inicia longa parceria musical com Nelson Jacobina (1953-2012). Entre as músicas mais conhecidas dessa parceria está “Maracatu Atômico”, gravado por Gilberto Gil em 1974 e, por Chico Science (1966-1997) e Nação Zumbi, em 1996.

Henriques Jr., Lauro

Lauro Henriques Jr. - Jornalista em alguns dos principais veículos do país, como a revista Superinteressante e o Almanaque Abril, com ênfase nas áreas de espiritualidade, cultura e comportamento. Foi editor de conteúdo na editora Alaúde/Tordesilhas, cuidando de todos os títulos relacionados às áreas de autoconhecimento, espiritualidade, saúde, bem-estar e qualidade de vida. Tem nove livros publicados, um deles traduzido para o espanhol. Entre eles, estão a trilogia "Palavras de poder" (Alaúde) e a obra "fragmentos do sol chuvoso" (Ateliê Editorial), com prefácio de Jorge Mautner e apresentação de Ignácio de Loyola Brandão. Publicou também o infantil "O segredo do anel" (Tordesilhinhas), ilustrado por Ionit Zilberman e selecionado pelo MEC no PNLD Literário. Como tradutor, verteu para o português as obras "Vivendo perigosamente" e "Torne-se quem você é - reflexões sobre Assim Falou Zaratustra, de Nietzsche", ambas de Osho, e o livro "Os guardiões do ser", de Eckhart Tolle.
ISBN 9788574805016
Autores Henriques Jr., Lauro (Autor) ; Mautner, Jorge (Prefácio) ; Brandão, Ignácio De Loyola (Prefácio)
Editora Ateliê Editorial
Idioma Português
Edição 1
Ano de edição 2010
Páginas 128
Acabamento Capa Dura
Dimensões 21,00 X 13,50

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