A história mostra a vida difícil das pessoas de baixa renda que vivem em uma das muitas favelas, ou comunidades pobres. As favelas, grandes amontoados de barracos e construções precárias, feitas conforme as possibilidades dos moradores, são lugares onde falta tudo em termos de saneamento e conforto minimamente aceitável para uma vida digna. E por faltar tudo, também abundam a violência e o sofrimento. É nesse ambiente de pobreza e descaso das autoridades, onde o estado se faz ausente, que se infiltram traficantes, bandidos e as milícias. No meio da população os bandidos e traficantes se escondem, as milícias tomam o lugar do Estado e a população se torna refém de todos. Este cenário é bem conhecido e matéria de jornais de toda a imprensa diariamente. Balas perdidas, saídas de armas de bandidos sempre acham uma vítima inocente, logo o perigo mora à espreita nos morros ou mesmo no asfalto, uma vez que há uma eterna perseguição numa luta implacável e inglória do bem contra o mal. Neste ambiente de pobreza e gente humilde é que se desenrola a narrativa deste texto. Na história, um romance, acontecem duas mortes e um nascimento. O público-alvo talvez seja aquele que se interesse pelos problemas sociais, mas dificilmente quem vive esta realidade, até porque estas pessoas pobres não têm cultura suficiente para despertar o interesse por livros ou mesmo condições financeiras para tal. A temática religiosa marcada pelo candomblé sobressai na narrativa, e provavelmente interesse a espíritas e seguidores de religiões de origem afro ou mesmo a estudiosos do assunto. Simples como uma cartilha, o texto não deixa de ser engraçado em diversos pontos; mas também arrepia os cabelos em outros, quando descreve a matança dos gatos e o assassinato do porteiro pelo pescador contratado. Muito criativa foi a ideia de pensar na cruz e nas ponteiras de ouro nela encravadas, cada uma significando uma vida. Assim, ao longo da narrativa criou-se certo suspense culminando com o desprendimento da última ponteira, aquela que representaria a morte de Guaracy como de fato ocorreu.
Sobre o autor(a)
Vieira, Carlos
Dr. Carlos Vieira, neuropsiquiatra, membro titular da Associação Brasileira
de Psiquiatria, da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, da Sociedade de
Neuropsiquiatria de Minas Gerais e responsável pelo INEUPS (Instituto de Neuropsiquiatria e Saúde Mental). |
| ISBN | 9781495485411 |
| Autor(a) | Vieira, Carlos |
| Editora | Createspace |
| Ano de edição | 2014 |
| Páginas | 116 |
| Acabamento | Brochura |
| Dimensões | 22,90 X 15,20 |