Este volume é a reunião de quatro histórias irreverentes: em “O dia em que eu mordi Jesus Cristo”, uma menina curiosa resolve fazer a primeira comunhão, mas fica cabreira com uma informação que lhe chega sabe-se lá de onde: não se pode morder a hóstia, senão ela sangra; em “Apanhei assim mesmo...”, um garoto levado fuma vários cigarros e cai de cima do muro no quintal da vizinha (e essa nem é a coisa mais absurda que acontece com ele nesse dia); em “Bom pra tosse...” Felipinho, que repetiu de ano, começa a trabalhar de entregador num supermercado e surpreende (não por ter aceitado pegar no batente) sua desesperada mãe; em “O dia em que meu primo quebrou a cabeça do meu pai” Ruizito, um primo certinho demais, que só tira 10 na escola, leva flores para a vovó e se veste do jeito que a mãe dele quer, acaba por se dar mal.Um dos livros mais libertários da Ruth Rocha, Historinhas malcriadas tem pouca afinidade com a onda atual do politicamente correto, que às vezes ameaça engessar a literatura, mas tem muito a ver com outra coisa que nunca sai de moda: a vida.
Sobre o autor(a)
Rocha, Ruth
Ruth Rocha nasceu em 2 de março de 1931, em São Paulo. Ouviu da mãe, dona Esther, as primeiras histórias, e com vovô Ioiô conheceu os contos clássicos que eram adaptados pelo avô baiano ao universo popular brasileiro.
Ruth Rocha está entre as escritoras para crianças e adolescentes mais amadas e respeitadas do país. Seu estilo direto, gracioso e coloquial, altamente expressivo e muito libertador, mudou para sempre a literatura escrita para crianças no Brasil. Em mais de 50 anos dedicados à literatura, tem mais de 200 títulos publicados e já foi traduzida para 25 idiomas, além de assinar a tradução de uma centena de títulos infantojuvenis. Recebeu os mais importantes prêmios literários, entre eles, oito prêmios Jabuti. |