MG Para Gostar De Ler. Contos Brasileiros 1

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Nesta antologia, nosso país é retratado em diferentes épocas e lugares por sete grandes autores. A diversidade é constatada não só no plano dos cenários, períodos e temas escolhidos, mas também no dos estilos literários. Afinal, cada escritor tem seu repertório cultural, suas crenças e sua maneira única e particular de narrar, inventar e seduzir. Enquanto Graciliano Ramos conta causos do sertão nordestino, os autores Luiz Vilela e José J. Veiga trazem histórias de lugares em que os rios são imensos e têm até ilhas. Já nos contos de Lima Barreto e Marcos Rey, os personagens são habitantes das metrópoles. E nas narrativas de Ignácio Loyola Brandão e Stanislaw Ponte Preta, é mostrado o confronto entre o arcaico e a modernidade.
Sobre os autores(as)

Barreto, Lima

Lima Barreto (1881-1922) foi um escritor, jornalista e um dos mais importantes romancistas brasileiros do início do século XX. Conhecido por seu estilo crítico e sua defesa dos direitos sociais, suas obras frequentemente abordam questões raciais, sociais e políticas. Apesar das dificuldades pessoais e profissionais, Barreto deixou um legado literário que continua a influenciar gerações.

Ramos, Graciliano

Graciliano Ramos foi um renomado escritor brasileiro nascido em 1892, em Quebrangulo, Alagoas. Ele iniciou sua carreira como funcionário público, mas logo se dedicou integralmente à literatura. Suas obras, como "Vidas Secas", "Angústia" e "São Bernardo", são marcadas por um estilo conciso e realista, explorando temas como a pobreza, a injustiça social e as condições do Nordeste brasileiro. Preso durante o Estado Novo, seu livro "Memórias do Cárcere" reflete essa experiência. Graciliano faleceu em 1953, deixando um legado duradouro na literatura brasileira.

Brandão, Ignácio De Loyola

Ignácio de Loyola Lopes Brandão (Araraquara, São Paulo, 1936). Filho de Antônio Maria Brandão, funcionário da estrada de ferro de Araraquara, e de Maria do Rosário Lopes Brandão, conclui os estudos primário e ginasial em sua cidade natal. Adolescente cinéfilo, escreve críticas de cinema para jornais locais e funda o Clube de Cinema de Araraquara. À semelhança de outros colegas de geração, como o encenador e dramaturgo José Celso Martinez Corrêa (1937), muda-se para São Paulo em 1957, contratado como repórter do jornal Última Hora. Mais tarde, viaja para Roma, Itália, disposto a tornar-se roteirista dos estúdios da Cinecittá. Durante a estadia, trabalha como colaborador do Última Hora e da TV Excelsior. Na década de 1960, Loyola publica seu primeiro livro de contos, Depois do Sol (1965), e lança seu primeiro romance, Bebel que a Cidade Comeu (1968), adaptado para o cinema pelo diretor Maurice Capovilla (1936). Ambas as obras documentam personagens e cenários da cidade de São Paulo. Ainda no ano de 1968, recebe o Prêmio Especial do 1º Concurso Nacional de Contos do Paraná, por Pega ele, Silêncio, uma coletânea de contos. Nesse período, trabalha para as revistas Realidade, Setenta e Planeta. Consagra-se, em meados da década de 1970, como uma das principais vozes da geração literária que estreia ou amadurece depois do golpe militar de 1964, representante de um conjunto de novos autores que, apesar da repressão política, renova a literatura brasileira. Nessa época, a busca por soluções estéticas inovadoras acompanha um percurso cultural que se manifesta em diferentes áreas artísticas desde o final da década de 1960 – é o caso, por exemplo, do tropicalismo na música popular, ou do chamado “cinema marginal”, na cinematografia. Esse período é marcado pela “legitimação da pluralidade” – para usar a expressão do crítico literário Antonio Candido (1918-2017) –, pluralidade que se traduz na diferença dos projetos literários e na forma híbrida que muitas narrativas da época assumem.
Entre os recursos que diluem a fronteira dos gêneros literários e traduzem a agitação experimental daqueles anos estão autobiografias romanceadas, romances-reportagem, contos que não se distinguem de poemas ou crônicas, uso de fotomontagens e grafismos dentro dos textos, poemas visuais e estilhaços de história. Escritores como Renato Tapajós (1943), Roberto Drummond (1933-2002), Rubem Fonseca (1925) e Loyola debruçam-se sobre a experiência repressiva da ditadura; eles criam obras pautadas pela agressividade de forma e conteúdo, retratando os novos tempos de violência, censura, êxodo rural, marginalidade econômica e social – o Brasil do chamado “milagre econômico”. A obra de Ignácio de Loyola Brandão cumpre um papel fundamental na literatura brasileira ao colocá-la no rumo de novas possibilidades expressivas. Os temas trabalhados em seus contos e romances (perda da identidade, incomunicabilidade, desumanização do homem, dissociação entre homem e natureza etc.) e os recursos utilizados para dar forma a esse universo (a fragmentação, a descontinuidade narrativa e o uso da paródia) apontam para o que a história das artes e da literatura define como o “pós-modernismo”.

Rey, Marcos

Marcos Rey nasceu em São Paulo, cidade que serviu de cenário para os seus contos e romances, em 1925. Autor de uma vasta produção de obras literárias e audiovisuais, Rey assumiu o ofício de escrever o tempo todo, passando a viver de seus textos e criações. Destacou-se pela qualidade de seus contos e romances de realismo urbano, captando e recriando a atmosfera da grande cidade e de seus personagens, incluindo a aristocracia, a classe média e a vida noturna.
O autor escrevia como se estivesse filmando o cotidiano e a realidade da metrópole paulista. Publicou o seu primeiro conto aos 16 anos no jornal Folha da Manhã, já fazendo uso do seu pseudônimo.
Habilidoso e versátil, Rey atravessou as décadas de 50 a 90 como cronista, contista e roteirista de rádio, televisão e cinema, além de participações em textos para programas de humor, novelas, minisséries e publicidade. A Global Editora publica seus principais livros, como O Mistério de 5 Estrelas, O Rapto do Garoto de Ouro, entre outros.

Veiga, Jose J.

JOSÉ J. VEIGA nasceu no dia 2 de fevereiro de 1915, em Corumbá de Goiás. Mudou-se para o Rio de Janeiro, onde estudou na Faculdade Nacional de Direito. Foi comentarista na BBC de Londres e trabalhou como jornalista em O Globo e Tribuna da Imprensa, entre outros veículos. Aos 44 anos, estreou na literatura com Os cavalinhos de Platiplanto. Seus livros foram editados em diversos países, entre eles Portugal, Espanha, Estados Unidos e Inglaterra. Pelo conjunto da obra, ganhou o prêmio Machado de Assis, outorgado pela Academia Brasileira de Letras. Morreu no dia 19 de setembro de 1999.
ISBN 9788508143399
Autores Ramos, Graciliano (Autor) ; Brandão, Ignácio De Loyola (Autor) ; Veiga, José J. (Autor) ; Barreto, Lima (Autor) ; Vilela, Luiz (Autor) ; Rey, Marcos (Autor) ; Preta, Stanislaw Ponte (Autor)
Editora Ática
Coleção/Serie Para Gostar De Ler
Idioma Português
Edição 20
Ano de edição 2011
Páginas 128
Acabamento Brochura
Dimensões 20,70 X 14,00
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