Notas Sobre Uma Possível A Casa De Farinha

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Casa de farinha é uma rara oportunidade de observar João Cabral, hábil engenhoso artesão, em sua oficina de palavras. Diante das anotações do poema, é possível flagrá-lo desde os primeiros esboços, em 1966, até o rascunho incompleto dos primeiros versos, em 1985, portanto 19 anos depois de tê-lo iniciado. Notas sobre uma possível “A casa de farinha” é um poema inacabado de João Cabral de Melo Neto, cujo manuscrito é revelado pela primeira vez para leitores e estudiosos. Escrito na forma de poema longo, o texto não chegou a ser finalizado, mas se encaixa perfeitamente no corpo da obra cabralina ao seguir a mesma linhagem de outros clássicos de sua obra. A cegueira havia impedido o poeta de terminar o trabalho, mas as páginas cuidadosamente guardadas em um fichário escolar traziam os esboços dos diálogos iniciais. Conhecido pela minúcia de sua produção e pela depuração de cada verso, João Cabral escreveu anotações e diversas possibilidades para cada situação desenvolvida. A edição publicada pela Alfaguara traz a reprodução fac-similar das anotações e rascunhos da obra de um dos maiores poetas brasileiros e inclui dois ensaios assinados, respectivamente, pelo poeta e escritor Armando Freitas e pelo jornalista Luís Pimentel, além do prefácio de Inez Cabral, organizadora do volume. Em seu texto, a filha do poeta relata as circunstâncias em que teve acesso ao material e o fato de seu pai ter lhe dado carta branca para uma possível publicação póstuma da obra, se julgasse conveniente.
Sobre o autor(a)

Neto, João Cabral De Melo

João Cabral de Melo Neto nasceu no Recife, Pernambuco, no dia 9 de janeiro de 1920. Filho e neto de donos de engenho passou quase toda sua infância nos engenhos da família. Estudou na cidade do Recife e desde cedo apresentava interesse pela leitura. Tinha como primos Gilberto Freire e Manuel Bandeira. Em 1942 mudou-se para o Rio de Janeiro levando consigo seu primeiro livro “Pedra do Reino” (1942), uma coletânea de poemas onde predominava aspectos surrealistas e anti-retóricos. Entre 1943 e 1944 trabalha como funcionário público. Em 1945 publica seu segundo livro “O Engenheiro”, quando se afasta da linha surrealista e introduz nos versos o rigor semântico. Nesse mesmo ano, ingressa no Itamarati, através de concurso público. Passa a viver em várias cidades, entre elas: Barcelona, Londres, Sevilha, Genebra e Berna. A partir de “Cão Sem Pluma” (1950), seguido de “O Rio” (1954), “Quaderna” (1960), “Morte e Vida Severina” (1965), passa a abordar temas sociais. “Morte e Vida Severina” é a obra mais conhecida de João Cabral e a responsável por sua popularidade. Trata-se de um auto de Natal que persegue as tradições dos autos medievais, fazendo uso de redondilhas, do ritmo e da musicalidade, próprios do gosto popular. Foi levada aos palcos brasileiros em 1966 e musicada por Chico Buarque. João Cabral de Melo Neto ganhou diversos prêmios, entre eles: o Prêmio José de Anchieta, de poesia, do 4.º Centenário de São Paulo, o Prêmio Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras; o Prêmio de Poesia do Instituto Nacional do Livro e o Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro. João Cabral faleceu no Rio de Janeiro, no dia 9 de outubro de 1999.
ISBN 9788579622526
Autor(a) Neto, João Cabral De Melo (Autor)
Editora Alfaguara Do Brasil
Idioma Português
Edição 1
Ano de edição 2013
Páginas 152
Acabamento Capa Dura
Dimensões 23,70 X 16,30

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