Após o lançamento do ensaio A cruel pedagogia do vírus, o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos traz ao leitor uma obra que propõe pensar a sociedade pós-pandemia, sua complexidade, os problemas que a antecedem e possíveis futuros. Como um diagnóstico crítico do presente, Boaventura aponta que as desigualdades e descriminações sociais já tão presentes nas sociedades contemporâneas, se intensificaram ainda mais em um contexto pandêmico. Com atenção especial ao modelo econômico-social, ao papel da ciência e do Estado na proteção dos mais necessitados, o autor traz um profícuo debate para se pensar em alternativas econômicas, políticas, culturais e sociais que apontem para um novo modelo civilizatório de sociedade. “O novo século começa agora, em 2020, com a pandemia, e aconteça o que acontecer. É, no entanto, um começo diferente dos anteriores. Se for apenas o começo de um século de pandemia intermitente, haverá nele algo de fúnebre e crepuscular, o início de um fim. Por outro lado, pode ser também o começo de uma nova época, de um novo modelo civilizacional”, reflete o autor.
Sobre o autor(a)
Santos, Boaventura De Sousa
Boaventura de Sousa Santos - Professor Catedrático Jubilado da Universidade de Coimbra e Diretor Emérito do Centro de Estudos Sociais da mesma universidade. Seus livros mais recentes são O fim do império cognitivo: a afirmação das epistemologias do sul (Autêntica, 2019) e O futuro começa agora: da pandemia à utopia (2021). Também poeta, publicou recentemente Rap global (Confraria do Vento, 2ª edição, 2019) e Pitaia e açaí: poemas de amor e várias canções talvez desesperadas (Confraria do Vento, 2021). |