Pepe Chevette é um cara cheio de teorias malucas e geniais. Acha que os habitantes deste mundo se dividem entre duas espécies, a Calma e a Nervosa e o lema que gosta de repetir é “Entre a teoria e a prática, prefira a experiência”. Ele tem talentos bem curiosos, é o único da turma que consegue enxergar o Saco Invisível de Impaciência dos adultos, assim pode se proteger de uns bons gritos. Mas tem uma coisa que o apavora terrivelmente: as redações da escola! Pois é, diante de uma folha (ou tela) em branco o Pepe fica paralisado e nervoso e confuso e irritado. E, desde que a vó Elvira se foi, tudo ficou ainda mais difícil. Com muita sensibilidade e humor, uma narradora misteriosa nos leva ao universo-da-cabeça-de-Pepe em sua busca por uma forma de fazer sozinho justamente aquilo que mais temia e detestava. Pepe Chevette é um cara cheio de teorias malucas e geniais. Acha que os habitantes deste mundo se dividem entre duas espécies, a Calma e a Nervosa e o lema que gosta de repetir é “Entre a teoria e a prática, prefira a experiência”. Ele tem talentos bem curiosos, é o único da turma que consegue enxergar o Saco Invisível de Impaciência dos adultos, assim pode se proteger de uns bons gritos. Mas tem uma coisa que o apavora terrivelmente: as redações da escola! Pois é, diante de uma folha (ou tela) em branco o Pepe fica paralisado e nervoso e confuso e irritado. E, desde que a vó Elvira se foi, tudo ficou ainda mais difícil.Com muita sensibilidade e humor, uma narradora misteriosa nos leva ao universo-da-cabeça-de-Pepe em sua busca por uma forma de fazer sozinho justamente aquilo que mais temia e detestava."Com delicadeza de trato e firmeza na execução, O Método de Pepe Chevette investe na fantasia infantil e percorre meandros inevitáveis da experiência humana, como encontros e desencontros, surpresas e medos, perdas e ganhos. A par de seu enredo delicioso e de instigantes personagens, o livro de Laura Erber propicia uma reflexão sobre o fazer literário e o prazer do texto, destacando “histórias que contam uma história que esconde uma outra história dentro dela”. É uma escrita cúmplice da argúcia de seu público-alvo, sendo assim uma joia na ficção infantil em nosso país. Sem qualquer didatismo ou falsa simplicidade e com fino senso de humor, Pepe Chevette aponta para a potencial pluralidade de "eus" que a (prática da) literatura enseja, estimulando seus leitores, pequenos e grandes, a penetrarem no “reino das palavras” de que fala Carlos Drummond de Andrade. A ressaltar: a criatividade das ilustrações de Herbert Loureiro, em parceria afinada com a narrativa ficcional."Heloisa TollerDoutora em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) "O método de Pepe Chevette foi a primeira história que li em 2022! Que sorte! Virei as páginas com tanta vontade, que até vento soprou do livro. Dizem que os antigos gregos usavam a técnica da escrita para recolher as frases do mundo. Nesse livro, não tem gregos (nem troianos!). Mas tem a escrita e seus mistérios. E um menino determinado a inventar um caminho até as palavras. Corre lá pra ver como tudo acontece! Eu já fui e voltei muitas vezes, porque são tantas histórias escondidas na história..."Rosana Kohl BinesProfessora do Departamento de Letras e do Programa de Pós-Graduação em Literatura, Cultura e Contemporaneidade (PUC-Rio)
Sobre os autores(as)
Erber, Laura
Laura Erber é escritora, ensaísta, artista e também professora.Nasceu no Rio de Janeiro em 1979, e hoje vive em Copenhague, naDinamarca. Foi professora do departamento de teoria do teatro da Unirio.Formou-se em Letras, com doutorado em literatura pela PUC-Rio, e foiescritora em residência na Akademie Schloss Solitude de Stuttgart e no PenCenter de Antuérpia. Publicou contos e ensaios em diversas revistas e tempublicados alguns livros de poesia, entre eles Insones (7Letras, 2002) e Oscorpos e os dias (Editora de Cultura, 2008), finalista do Prêmio Jabuti nacategoria Poesia. É autora também de Ghérasim Luca (Eduerj). Em 2012, fez parte da lista dos vinte melhores jovens autores brasileiros da revista Granta.Entre suas obras para o público infantojuvenil destacam-se Nadinha denada (Companhia das Letrinhas, 2016), Haikai: o sapo que nãosabia (Zureta, 2016) e O incrível álbum de Picolina, a pulga viajante (Peirópolis, 2014), os dois últimos em parceria com Maria Cristaldi. |
Loureiro, Herbert
Herbert Loureiro nasceu em Maceió e vive em São Paulo desde2015. É ilustrador desde criança. Nem ele lembra direito quando começou asua paixão por desenhar, diz que é uma coisa que acontece “desde sempre”.O desenho é sua forma de expressão, que reflete muito quem ele é efunciona como uma forma de falar sobre si. Seu traço “tortinho” inconfundívele o humor peculiar estão nas ilustrações de livros, mas também em estampasde tecidos, coleção de tatuagens, revistas, capa de discos e cartazes deshows. Ele tem uma história parecida com a de Pepe Chevette na escola,pois foi ainda no colégio que Herbie descobriu que podia trabalhar com o quemais gostava de fazer, quando um professor viu seus desenhos no caderno eo convidou para ilustrar seu livro. Depois disso, um universo se abriu.Herbert reconhece que ser alagoano confere a ele uma qualidade única. Em seus trabalhos, que misturam desenho e escrita, gosta de usar palavras de seu estado natal: “Acho que a palavra e o sotaque que eu coloco nos desenhos tem disso, de misturar uma tradição com uma individualidade e com coisas do mundo”. |