Elegante, apaixonado e cheio de amor pela obra divina da criação, 'O Schabat' de Abraham Joshua Heschel, foi desde sua publicação aclamado como um clássico da espiritualidade judaica, e um sem-número de leitores tem buscado em suas páginas um sentido para a vida neste nosso mundo globalizado e voltado para a caça dos valores da materialidade nas lojas de departamento da modernidade. Nesta breve, porém profunda meditação do significado do Sétimo Dia, um dos mais notáveis mestres do pensamento existencial e religioso da grei israelita introduz a sugestiva, se não fascinante, ideia de uma - arquitetura da santidade -, surgida, não no espaço, mas no tempo. O judaísmo, argumenta ele, é uma religião da temporalidade: encontra suas significações mais elevadas, não da dimensão espacial e nas coisas materiais que a preenchem, porém no tempo e na eternidade que o impregnam, de tal modo que as suas catedrais são, segundo esta visão de Heschel, os Schabatot.
Sobre o autor(a)
Guinsburg, J.
Foi um dos mais proeminentes intelectuais brasileiros dos últimos sessenta anos. Ensaísta, escritor, tradutor e professor autodidata, foi titular da cadeira de Estética Teatral do Departamento de Artes Cênicas da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo – CAC/ECA-USP. Sempre ligado ao mercado editorial, foi um dos fundadores da editora Perspectiva de São Paulo em 1965, da qual tornou-se o editor. À frente dela até a sua morte, construiu ao longo dos anos um dos mais notáveis acervos editoriais do país no campo das humanidades. |