Com Perder a mãe, Saidiya Hartman ganhou notoriedade nos campos acadêmico e da crítica especializada ao propor uma abordagem original e pessoal da história da escravidão. A partir da jornada empreendida em Gana, seguindo a trilha de cativos do interior até a costa do Atlântico, Hartman retraça os meandros perversos do comércio atlântico de escravos, revelando seus efeitos em séculos de história africana e afro-americana, ao mesmo tempo em que busca vestígios de sua própria linhagem.
Como ela enfatiza, a escravidão impôs a milhares de pessoas a perda da família, da casa, do país. Perder a mãe é se separar de seus parentes, esquecer seu passado e habitar o mundo como uma estranha. Saidiya Hartman não encontra sobreviventes de sua família em Gana. Ela é uma estranha em busca de estranhos e sua jornada resulta num impactante relato baseado em encontros e pesquisa minuciosa e numa análise comovente sobre a importância de livrarmos do esquecimento as vidas destruídas pela engrenagem da escravidão.
“Uma análise original e instigante sobre o legado corrosivo da escravidão, Perder a mãe é conduzido pelos prodigiosos dons narrativos da autora.”
The New York Times Book Review
“Este é um livro de memórias sobre perda, alienação e estranhamento, mas também, em última análise, sobre o poder
da arte de lembrar. Perder a mãe é um feito magnífico.”
Henry Louis Gates Jr., Universidade Harvard
Sobre o autor(a)
Hartman, Saidiya
Saidiya Hartman nasceu nos Estados Unidos, em 1961. É escritora, professora de literatura comparada na Universidade Columbia, e autora de livros como como Perder a mãe [Lose Your Mother], lançado originalmente em 2006; Cenas de sujeição [Scenes of Subjection] (1997), e Vidas rebeldes, belos experimentos [Wayward Lives: Beautiful Experiments] (2019), este último vencedor do National Book Critics Circle Award. Tem desenvolvido pesquisas nos campos da história da escravidão e literatura afro-americana, trabalho reconhecido por diversas distinções acadêmicas e bolsas de pesquisa, como a MacArthur “Genius Grant”, Guggenheim e Fulbright. |