Neste livro de Erick Felinto alia erudição e simplicidade. O leitor encontra, ao mesmo tempo, um inventário das encarnações do sagrado na literatura moderna e uma reflexão sobre a questão da língua. Nomear é tudo. O poder máximo do demiurgo é o de dar nome. Cabe ao autor mostrar as imbricações de todos esses elementos. Cabe ao leitor simplesmente seguir o fio das idéias. Não é difícil alguém se deixar dominar pelo texto de Felinto, uma trama feita de sedução, maleabilidade, argumentação impecável e um senso do sagrado que, sem abdicar do primado da razão, eleva ao ponto máximo o mistério do pensamento. Silêncio de Deus, silêncio dos homens é uma reflexão ambiciosa sobre modernidade cultural. Compõe um autêntico panorama histórico-filosófico, olhando a modernidade pelo avesso, definindo-a pelo viés do místico, do esotérico, do sagrado. Erick Felinto chegou à crítica da cultura pelo clássico caminho da crítica literária, a partir da combinação entre uma formação pós-graduada híbrida de Comunicação e Letras e uma espécie de auto-didatismo voraz que o fez incursionar pela Torah e pela Cabala, lembrando os marcos reflexivos de um Walter Benjamin. A resultante de tal combinatória se dá na clave do brilhantismo. O leitor e a leitora não se decepcionarão, se o que buscam é inteligência, aliada à erudição.Confira a fanpage da Editora Sulina
Sobre o autor(a)
Felinto, Erick
Erick Felinto é professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UERJ e pesquisador do CNPq. É autor de diversos livros e artigos sobre Teoria da Comunicação, Cibercultura e Cinema, entre os quais, A Religião das Máquinas: Ensaios sobre o Imaginário da Cibercultura (Sulina, 2005) e A Imagem Espectral: Comunicação, Cinema e Fantasmagoria Tecnológica (Ateliê, 2008). Foi presidente da Compós entre os anos de 2007 e 2009. Atualmente, é diretor científico da Associação Brasileira de Pesquisadores de Cibercultura (Abciber). |