O gato é o belíssimo diaboGatos são os animais mais admirados por Charles Bukowski, que chegou a ter vários deles ao mesmo tempo. Considerava-os professores, sábios e sobreviventes – como ele próprio. Esta coletânea é composta de textos inéditos sobre esses bichos misteriosos que tocaram a alma alquebrada do Velho Safado. Uma leitura crua, terna e divertida.Bukowski e gatos, duas paixões.Charles Bukowski, o poeta da sarjeta e da ressaca, o romancista do desencanto do sonho americano, quem diria, tinha um fraco por bichanos peludos e ronronantes. Principalmente na velhice, tornou-se sentimental com os felinos, que considerava criaturas majestosas, potentes e inescrutáveis, seres sensíveis cujo olhar inquietante pode penetrar as profundezas da alma. Eram, para ele, forças únicas da natureza, emissários sutis da beleza e do amor.Abel Debritto, biógrafo do autor que editou duas outras coletâneas temáticas, Sobre o amor e Escrever para não enlouquecer, reuniu aqui poemas e textos em prosa inéditos contendo reflexões sobre os animais que tanto fascínio e respeito provocavam em Bukowski. Os felinos retratados por ele são muitas vezes ferozes e exigentes. Ele os mostra perseguindo uma presa, passeando sobre páginas datilografadas, acordando-o com unhadas e mordidas.Se o personagem Henry Chinaski era seu alterego, os gatos são seu alterego de quatro patas. Pois, ao discorrer sobre gatos – vagabundos, lutadores, caçadores e sobreviventes –, o Velho Safado fala, na verdade, sobre seu melhor assunto: ele próprio. 1) Esta é a primeira vez que a obra de Bukowski é publicada em volumes temáticos, revelando textos pouco conhecidos ou que nunca tinham sido publicados em livro antes. Neste volume vemos Bukowski numa faceta pouco convencional, o amor. A organização é de Abel Debritto, biógrafo do autor. 2) Charles Bukowski é um dos autores best-sellers da L&PM Editores. 3) Gatos eram objeto de admiração de Bukowski, que teve vários bichanos, inclusive vários ao mesmo tempo. 4) O autor se identificava com os gatos: espontâneos, vira-latas, esfomeados e às vezes selvagens. Essa visão de vida está refletida aqui, e os textos são muito mais do que sobre bichinhos bonitinhos. 5) Pode ser exposto junto com outros títulos do autor, mais especificamente com Escrever para não enlouquecer e Sobre amor, que fazem parte da mesma série de coletâneas temáticas. Dessa série, a L&PM Editores publicará também On Drinking. 6) De Patricia Highsmith a William Burroughs, todos os títulos com temática felina lançados pela L&PM Editores tiveram êxito de vendas. 7) Inclui fotos do autor com seus bichanos. 8) Trecho do poema ""acordando pra vida como fogo"": “em grave divindade meu gato/ vagueia sem rumo// ele vagueia sem rumo e/ sem parar/ com rabo elétrico e/ olhos de/ botão de apertar// ele é/ vivo e/ sedoso e/ definitivo como um pé/ de ameixa// nem eu nem ele entendemos/ catedrais ou/ o homem lá fora/ molhando seu/ gramado// se eu fosse tanto homem/ quanto ele é gato – se/ existissem homens assim/ o mundo poderia/ começar”.
Sobre os autores(as)
Bukowski, Charles
Charles BukowskiNasceu em Andernach, na Alemanha, a 16 de agosto de 1920, filho de um soldado americano e de uma jovem alemã. Aos três anos de idade, foi levado aos Estados Unidos pelos pais. Criou-se em meio à pobreza de Los Angeles, cidade onde morou por cinqüenta anos, escrevendo e embriagando-se. Publicou seu primeiro conto em 1944, aos 24 anos de idade. Só aos 35 anos é que começou a publicar poesias. Foi internado diversas vezes com crises de hemorragia e outras disfunções geradas pelo abuso do álcool e do cigarro. Durante a vida, ganhou certa notoriedade com contos publicados pelos jornais alternativos Open City e Nola Express, mas precisou buscar outros meios de sustento: trabalhou 14 anos nos Correios. Casou, se separou e teve uma filha. É considerado o último escritor “maldito” da literatura norte-americana, uma espécie de autor beat honorário, embora nunca tenha se associado com outros representantes beat, como Jack Kerouac e Allen Ginsberg.Sua literatura é de caráter extremamente autobiográfico, e nela abundam temas e personagens marginais, como prostitutas, sexo, alcoolismo, ressacas, corridas de cavalos, pessoas miseráveis e experiências escatológicas. De estilo extremamente livre e imediatista, na obra de Bukowski não transparecem demasiadas preocupações estruturais. Dotado de um senso de humor ferino, auto-irônico e cáustico, ele foi comparado a Henry Miller, Louis-Ferdinand Céline e Ernest Hemingway. |
Pinheiro Machado, Ivan
Capa: Ivan Pinheiro Machado sobre a pintura “Retrato de Dante” (1495), Sandro Boticelli 47 x 57 cm, têmpera sobre madeira. Coleção particular, Genebra, Suiça. |