Trombeta De Vime

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Este volume apresenta a prosa radical de César Aira, responsável por mudanças significativas na maneira de fazer literatura na argentina a partir dos anos 80. Nestes pequenos contos reunidos no volume, César Aira brinca com a tradição literária e põe em evidência os mecanismos que regem toda a escrita.
Sobre os autores(as)

Molina, Sergio

Sérgio Molina nasceu em Buenos Aires em 1964, mas vive no Brasil desde os dez anos de idade. Estudou Ciências Sociais, Letras, Editoração e Jornalismo na USP. Em 1986, iniciou carreira de tradutor do espanhol e traduziu para o português mais de sessenta livros, de autores como Jorge Luis Borges, Max Aub, Ricardo Piglia, Antonio Muñoz Molina, Roberto Arlt, Mario Vargas Llosa, Tomás Eloy Martínez, Antonio Muñoz Molina, César Aira e Javier Cercas. Em 2006, passou a desenvolver paralelamente a atividade de editor.

Aira, César

César Aira nasceu em 1949 em Coronel Pringles, Argentina, e vive em Buenos Aires desde 1967. Vencedor do prêmio Formentor de 2021 e considerado o maior escritor vivo de seu país, além de um expoente mundial da literatura de vanguarda, Aira é conhecido pela profusão de sua obra — que já soma quase 120 livros publicados — e pela liberdade extrema de seu projeto criativo, que obedece a um procedimento simples, batizado por ele de fuga para a frente: uma vez escrita, uma frase não deve ser alterada. Ainda que ela mude radicalmente os rumos da história que vem sendo contada, não há retorno.
Amante fervoroso da literatura — em especial da brasileira, que conhece a fundo —, Aira foi fortemente influenciado em sua trajetória pelo movimento surrealista e pelo pensamento de Marcel Duchamp. Sua obra é marcada pela procura incessante de novos caminhos para o fazer literário. Mas além da fuga para a frente, essa busca é regida por outro princípio igualmente importante: o do prazer.
A cada página dos romances amalucados e notoriamente curtos — as chamadas novelitas — é evidente que Aira se diverte enquanto cria enredos alucinados, que operam no ponto de convergência entre o hiper-realismo e o surrealismo, misturando referências da chamada alta literatura com elementos da cultura pop numa anarquia festiva — que parece antecipar o humor tresloucado que a internet popularizou —, capaz de resgatar em muitos leitores o prazer pela leitura; afinal, é impossível ler alguns de seus livros sem rir.
Além de divertida, a experiência de ler Aira é também radicalmente transgressora: no breve intervalo de uma centena de páginas, seus livros podem ter diversos estilos literários, finais abruptos, pontas soltas e toda sorte de desobediência às normas e convenções. Ao tirar até os mais experimentados leitores de seu elemento natural e desautomatizar certos hábitos que todos temos ao ler (quem de nós nunca se parabenizou por encontrar um furo na cronologia de uma história, ou antecipar o fim de um romance policial?), Aira explode todas as convenções e nos faz experimentar tudo em todo lugar ao mesmo tempo.
Dos contos de fadas ao pulp fiction, passando pela Grécia Antiga e indo parar no bairro de Flores, no coração da Buenos Aires do século 21, ou então na mítica Coronel Pringles da juventude do escritor, a jornada é cheia de aventuras e o ritmo, intenso. Com o vetor sempre apontando para o que ainda está por vir, Aira dá um passo importante em direção ao desconhecido e mostra que o futuro da arte e da literatura pode ser bem-humorado.
ISBN 9788573211436
Autores Aira, César (Autor) ; Molina, Sergio (Tradutor)
Editora Iluminuras
Idioma Português
Edição 1
Ano de edição 2002
Páginas 128
Acabamento Brochura
Dimensões 21,00 X 14,00
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