"A grande obra feminista de Virginia Woolf“A liberdade intelectual depende de coisas materiais. A poesia depende da liberdade intelectual. E as mulheres sempre foram pobres, não por meros duzentos anos, mas desde o começo dos tempos.”Ao ser convidada, em 1929, para palestrar para um grupo de jovens universitárias sobre o tema “As mulheres e a literatura”, Virginia Woolf (1882-1941), após muito refletir, chegou à conclusão que se tornou célebre: “uma mulher, se quiser escrever literatura, precisa ter dinheiro e um quarto só seu”.Neste ensaio – considerado um dos textos de não ficção mais influentes do século XX – a autora se debruça sobre o elo entre a condição social das mulheres e sua pequena representatividade como escritoras e pensadoras. Imagina como teria sido se Shakespeare tivesse uma irmã com pendores literários e recupera os séculos de limitações impostas às mulheres. Pondera sobre a importância da educação formal, da educação financeira e da igualdade de oportunidades como pré-condições para o pleno exercício de liberdade intelectual – além de celebrar escritoras que conseguiram suplantar tais obstáculos e ter êxito em uma cena literária patriarcal.Uma das maiores ensaístas do século XX desenvolve, de forma genial, argumentos que reverberam até hoje nas discussões feministas e de gênero." "1) Considerado um texto clássico do feminismo e um dos mais importantes textos de não ficção já escritos. 2) O jornal britânico The Guardian, no artigo abaixo, o considerou um dos 100 melhores livros de não ficção de todos os tempos: https://www.theguardian.com/books/2016/dec/05/100-best-nonfiction-books-no-45-a-room-of-ones-own-by-virginia-woolf-shakespeares-sister-seton-beton). 3) Aqui, Virginia Woolf reflete sobre as condições culturais que levavam e ainda levam as mulheres a terem menos expressão - no campo artístico, por exemplo - do que os homens. Ela se pergunta como teria sido a vida de uma irmã talentosa que por ventura William Shakespeare pudesse ter tido - para concluir que, devido ao papel reservado às mulheres na sociedade elisabetana - ela acabaria pobre e desconhecida, independentemente de qualquer talento. 4) No decorrer do ensaio, conclui que as mulheres precisam ter, para se expressarem artisticamente, um espaço seu e uma renda. Incita as mulheres a lutarem pela própria independência e a se expressarem. 5) Tradução de Denise Bottmann, uma das mais reputadas tradutoras literárias em atividade hoje, que também já verteu ao português as seguintes obras da autora: Mrs. Dalloway, Ao farol, A arte do romance e Profissões para mulheres e outros artigos feministas. 6) Texto ideal para o momento de nova onda feminista que se vê no Brasil e no mundo, e ideal para o Dia Internacional da Mulher, a ser comemorado no próximo 8 de março. 7) Todos os livros da autora publicados pela casa são êxito de vendas. Flush: Memórias de um cão chegou a entrar na lista de mais vendidos da Veja. 8) Com o preço de R$ 21,90, é a edição mais acessível deste título no mercado brasileiro. 9) Pode ser exposto com outros livros da autora e também com o engraçadíssimo Qual o problema das mulheres?, da também britânica Jacky Fleming, ou com Frida - uma biografia, que retrata a trajetória da artista Frida Kahlo em lindíssimas ilustrações."
Sobre os autores(as)
Woolf, Virginia
Virginia Woolf (1882-1941) é uma das escritoras mais importantes do século XX e um dos nomes mais relevantes do Modernismo. Para além de Mrs. Dalloway (1925), seu romance mais popular, a autora britânica também escreveu contos, textos autobiográficos, ensaios e histórias infantis. Conhecida por um estilo ímpar, Woolf encontrou uma linguagem para representar a consciência de suas personagens, perscrutando sua interioridade. A escritora participou ativamente dos debates de seu tempo, tanto literários como sociais, realizando palestras, escrevendo artigos e fazendo parte do famoso grupo de Bloomsbury. Ao lado de seu marido, Leonard Woolf também fundou a editora Hogarth Press. |
Pinheiro Machado, Ivan
Capa: Ivan Pinheiro Machado sobre a pintura “Retrato de Dante” (1495), Sandro Boticelli 47 x 57 cm, têmpera sobre madeira. Coleção particular, Genebra, Suiça. |