Camila se deu conta de um problema grave: como Papai Noel ia poder entrar na sua casa, se não havia chaminé? Enquanto o pai e a mãe da garota davam respostas evasivas ao serem interrogados, sem em momento algum desviar os olhos da novela a que assistiam na televisão, coube ao Vovô, o único que dava a atenção devida às excentricidades da menina, ajudar Camila a resolver esse dilema. Construir uma verdadeira chaminé seria impossível, pois o Natal já estava muito próximo, mas por que não confeccionar uma chaminé de papelão que saísse pela janela da sala? Dito e feito. No meio da noite, porém, enquanto sonhava com seus presentes, a menina teve um sobressalto: com uma sacola tão larga, Papai Noel com certeza vai ficar entalado na chaminé! De fato, quando a garota correu para a sala, lá estava o bom velhinho todo envolvido em papelão. Enquanto o ajudava a se livrar dos pedaços de sua chaminé, Camila se dava conta do quanto o sorriso de Papai Noel se parecia com o do seu avô...
Sobre o autor(a)
Bandeira, Pedro
Nascido em Santos, São Paulo, em 1942, Pedro Bandeira mudou-se para a cidade de São Paulo em 1961. Trabalhou em teatro profissional como ator, diretor e cenógrafo. Foi redator, editor e ator de comerciais de televisão. Como escritor, sua carreira iniciou com primeiras histórias infantis publicadas em revistas de banca da Editora Abril, em 1972. A partir de 1983, tornou-se exclusivamente escritor, com o livro O dinossauro que fazia au-au. Sua obra, direcionada para crianças, jovens e jovens adultos, reúne contos, poemas e narrativas de diversos gêneros. |