Waukegan, Illinois, 1920 – Los Angeles, Califórnia, 2012Considerado um dos mais célebres escritores do século XX, Ray Bradbury foi romancista, contista, poeta, dramaturgo e roteirista de cinema e de rádio. Tinha doze anos quando passou por sua cidadezinha um pequeno circo ambulante no qual trabalhava um mágico chamado Mr. Electrico. “Ele estava sentado em uma cadeira elétrica”, contava Bradbury, “e seu ajudante abaixou uma alavanca. A energia elétrica atravessou o corpo do mágico, que, com o cabelo todo arrepiado, brandiu uma espada de Excalibur que lançava faíscas.” Bradbury, sentado na primeira fila, viu como, dentre todos os meninos, o mágico o escolheu e, apontando a espada para um de seus ombros, depois para o outro e, por fim, para seu nariz, gritou: “Viva para sempre!” Bradbury achou que não poderia haver ideia melhor. Naquele Natal, seus pais o presentearam com uma máquina de escrever de brinquedo, na qual ele imediatamente redigiu a continuação de um dos romances marcianos de Edgar Rice Burroughs. Ao longo dos oitenta anos seguintes, viveu como se fosse viver para sempre e escreveu sem cessar em muitas outras máquinas. O resultado: clássicos como Crônicas marcianas, O homem ilustrado, Fahrenheit 451, O país de outubro e cerca de outros trinta livros. Defensor da preponderância da emoção sobre o intelecto, o escritor revelava sem reservas seu segredo criativo: “Corra até a beira do precipício e pule. Enquanto cai, invente suas asas.” |
Mário de Miranda Quintana foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro. Mário Quintana fez as primeiras letras em sua cidade natal, mudando-se em 1919 para Porto Alegre, onde estudou no Colégio Militar, publicando ali suas primeiras produções literárias. Trabalhou para a Editora Globo e depois na farmácia paterna. Considerado o "poeta das coisas simples", com um estilo marcado pela ironia, pela profundidade e pela perfeição técnica, ele trabalhou como jornalista quase toda a sua vida. Traduziu mais de cento e trinta obras da literatura universal, entre elas Em Busca do Tempo Perdido de Marcel Proust, Mrs Dalloway de Virginia Woolf, e Palavras e Sangue, de Giovanni Papini. Em 1953, Quintana trabalhou no jornal Correio do Povo, como colunista da página de cultura, que saía aos sábados, e em 1977 saiu do jornal. Em 1940, ele lançou o seu primeiro livro de várias poesias, A Rua dos Cataventos, iniciando a sua carreira de poeta, escritor e autor infantil. Em 1966, foi publicada a sua Antologia Poética, com sessenta poemas, organizada por Rubem Braga e Paulo Mendes Campos, e lançada para comemorar seus sessenta anos de idade, sendo por esta razão o poeta saudado na Academia Brasileira de Letras por Augusto Meyer e Manuel Bandeira, que recita o poema Quintanares, de sua autoria, em homenagem ao colega gaúcho. No mesmo ano ganhou o Prêmio Fernando Chinaglia da União Brasileira de Escritores de melhor livro do ano. Em 1976, ao completar 70 anos, recebeu a medalha Negrinho do Pastoreio do governo do estado do Rio Grande do Sul. Em 1980 recebeu o prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra. |
MANOEL DE BARROS (1916-2014) nasceu em Cuiabá, mas foi criado numa fazenda próxima a Corumbá. Em 1937, publicou seu primeiro livro de poesia, Poemas concebidos sem pecado. A partir de então, conquistou vários prêmios importantes, nacionais e internacionais, e teve sua obra traduzida para diversos idiomas. |
REGINALDO PRANDI, nascido e criado no interior, vive na cidade de São Paulo desde 1964. Sociólogo e escritor, é professor emérito da USP, pesquisador sênior do CNPq e autor de muitas obras de sociologia, mitologia afro-brasileira e indígena, literatura infantojuvenil e adulta. Dele, a Companhia das Letras publicou, entre outros livros, Mitologia dos orixás, Segredos guardados, Minha querida assombração, Contos e lendas da Amazônia, Morte nos búzios e Aimó. |
CAETANO VELOSO nasceu no dia 7 de agosto de 1942, em Santo Amaro da Purificação, na Bahia. E´ autor de Verdade tropical (1997, reeditado em 2017), Letra so´ (2003), O mundo na~o e´ chato (2005) e Letras (2022), os três últimos organizados por Eucanaa~ Ferraz para a Companhia das Letras. Um dos líderes do movimento tropicalista, na de´cada de 1960, Caetano Veloso dirigiu o filme O cinema falado (1986), atuou em longas de Julio Bressane e Pedro Almodóvar e compôs trilhas musicais para São Bernardo (1972), de Leon Hirszman, e Tieta do Agreste (1996), de Cacá Diegues, entre outros. |
JORGE DE LIMA — poeta, romancista, pintor, político, médico e ensaísta — nasceu em 1893, em União dos Palmares (AL). Em 1908 foi estudar medicina em Salvador, e em 1914 se mudou para o Rio de Janeiro, onde concluiu o curso. Então retornou a Maceió para atuar como médico e se dedicar à literatura e à política. Recebeu inúmeras premiações por sua obra — que inclui poesia e romances. Em 1947 publicou Poemas negros e, em 1952, Invenção de Orfeu. Faleceu em 1953, no Rio de Janeiro. |
Rachel de Queiroz nasceu no dia 17 de novembro de 1910 em Fortaleza, Ceará. Ainda não havia completado 20 anos quando publicou uma tiragem 1 mil exemplares de O Quinze, seu primeiro romance. Tal foi a força de seu talento, que o livro despertou imediata atenção da crítica de todo o Brasil. Em 1931, mudou-se para o Rio de Janeiro, dedicando-se ao jornalismo, atividade que exerceu paralelamente à produção literária. Em 1977, tornou-se a primeira mulher a integrar a Academia Brasileira de Letras. Escreveu romances, crônicas, peças teatrais e livros infantis. Morreu no Rio de Janeiro, aos 92 anos, em 4 de novembro de 2003. A José Olympio publica sua obra, que reúne livros como O Quinze, Memorial de Maria Moura, João Miguel, As três Marias, Caminho de pedras, Memórias de menina, O galo de ouro, entre tantos outros. |
Ozias Gloria de Oliveira Yaguarê Yamã* é escritor, ilustrador, professor e líder indígena. Nasceu no estado do Amazonas e é filho do povo maraguá e descendente do povo sateré-mawé. Formou-se em Geografia pela universidade de Santo Amaro – UNISA, em São Paulo, onde lecionou no ensino público e iniciou a carreira de escritor, na companhia dos amigos Daniel Munduruku e Rene Kithaulu.*Yaguarê Yamã significa na língua maraguá “tribo de onças pequenas”. |
Rubem Braga nasceu em Cachoeiro do Itapemirim, Espírito Santo, em 1913. Ainda estudante, aventurou-se no jornalismo escrevendo uma crônica por dia no Diário da Tarde. Como repórter, trabalhou para os Diários Associados na cobertura da Revolução Constitucionalista de 1932. Mesmo depois de formado em Direito, seguiu produzindo crônicas, desta vez para O Jornal.Mudou-se para o Recife e passou a escrever para o Diário de Pernambuco. Fundou, no Rio de Janeiro, o jornal Folha do Povo, tomando partido na Aliança Nacional Libertadora (ANL). Em 1936, lançou o seu primeiro livro de crônicas, O Conde e o Passarinho. Em 1938, fundou, junto com Samuel Wainer e Azevedo Amaral, a revista Diretrizes. Foi correspondente do Diário Carioca na Europa durante a Segunda Guerra Mundial, tendo tomado parte na campanha da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Itália, em 1945. No período de 1961 a 1963, foi embaixador do Brasil no Marrocos.Considerado um dos maiores cronistas brasileiros, Rubem Braga publicou diversos livros, entre eles Crônicas do Espírito Santo e Coisas Simples do Cotidiano.Braga adorava a vida ao ar livre. Morava em um apartamento de cobertura, em Ipanema, onde mantinha um jardim completo com pitangueiras, passarinhos e tanques de peixes. |
Artur Azevedo - Dramaturgo, poeta, contista, crítico e jornalista brasileiro. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. |
Ondjaki nasceu em Luanda, em 1977. Prosador, às vezes poeta. Codirigiu o documentário Oxalá cresçam Pitangas, sobre a cidade de Luanda. É membro da União dos Escritores Angolanos, licenciado em Sociologia (Portugal) e fez o doutorado em Estudos Africanos (Itália). Recebeu os prêmios Sagrada Esperança (Angola, 2004); Grande Prêmio do Conto (A.P.E., Portugal, 2007); Grinzane – young african writer (Itália/Etiópia, 2008); FNLIJ – juvenil (Brasil, 2010); Jabuti juvenil (Brasil, 2010). Com romances, contos, poesia e livros infantis, foi traduzido para o francês, espanhol, italiano, alemão, inglês, sérvio e sueco. |
Marcelino Freire é um dos mais criativos autores da nova geração e começou sua carreira literária publicando seu primeiro livro (Angu de Sangue) pela Ateliê Editorial. Publicou Angu de Sangue, EraOdito, BaléRalé e organizou Os Cem Menores Contos Brasileiros do Século. |
Matsuo Basho (?? ??? ; Tóquio, 1644 – Osaka, 28 de novembro de 1694), ou simplesmente Basho,[1] foi o poeta mais famoso do período Edo no Japão. Durante sua vida, Bashô foi reconhecido por seus trabalhos colaborando com a forma haikai no renga. Atualmente, após séculos de comentários, é reconhecido como um mestre da sucinta e clara forma haikai. Sua poesia é reconhecida internacionalmente e dentro do Japão muitos dos seus poemas são reproduzidos em monumentos e locais tradicionais. Foi ele quem codificou e estabeleceu os cânones do tradicional haikai japonês.Basho foi introduzido à poesia em tenra idade e, depois de integrar-se na cena intelectual de Edo (nome antigo da cidade atual de Tóquio), rapidamente se tornou conhecido em todo o Japão. Ganhava a vida como professor, mas renunciou à vida urbana e social dos círculos literários e ficou inclinado a vagar por todo o país, rumo ao oeste, leste e distante ao deserto do norte para ganhar inspiração para seus escritos e haiku. Seus poemas são influenciados por sua experiência direta do mundo ao seu redor, muitas vezes englobando o sentimento de uma cena em alguns poucos elementos simples. |
| ISBN | 9788508162574 |
| Autores | Caeiro, Alberto (Autor) ; Ondjaki (Autor) ; Queiroz, Rachel De (Autor) ; Bradbury, Ray (Autor) ; Prandi, Reginaldo (Autor) ; Ramos, Ricardo (Autor) ; Braga, Rubem (Autor) ; Val, Vera Do (Autor) ; Yamã, Yaguarê (Autor) ; Azevedo, Artur (Autor) ; Veloso, Caetano (Au |
| Editora | Ática |
| Coleção/Serie | Para Gostar De Ler |
| Idioma | Português |
| Edição | 1 |
| Ano de edição | 2013 |
| Páginas | 136 |
| Acabamento | Brochura |
| Dimensões | 20,70 X 14,00 |
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